domingo, 9 de maio de 2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Light Up


Calma, suave, meio rouca, porém charmosa. Não sei o porque de se caracterizar uma voz, mas hoje esta voz encheu-me de tudo que precisava em um minuto e quatro segundos. Nenhuma palavra além do básico, a não ser uma declaração que exige ser desvendada pelo tom baixo a qual foi aplicada. Foi um sentimento parecido com o ar quando o inalamos, enche-nos por dentro por um tempo que quase sufoca, tamanha a proporção que alcançou. Mas que quando perdemos o fôlego expiramos repentinamente, mas um pouco do ar ficou, como a música da voz, nas palavras ditas. Algo mudou, não sei se para o bem de todos, ou o que, mas mudou. Acho que é a fase de eu seguir o que foi tido pra mim neste mês, quem sabe segurar um pouco mais as emoções e esperar por declarações, seja de quem for, mãe, pai, amigo, namorada. Quem sabe não é o momento em que eu tenha que mudar pra realmente visar algo concreto, ter ideais e fazê-los passar de sonhos para atitudes e obras começadas. Quem sabe mudar a postura, não deixar de brincar, não, mas quem sabe julgar mais o momento, quando propício ou não. Não será a hora de passar de uma criança grande, pra alguém mais maduro e sério? Compromissos, responsabilidades, verdadeiros pesos postos nas costas para levar e tentar levar o mais longe possível da melhor maneira possível. Não que sejam de importância suprema, mas tem sua importância e modestia parte, nada pouca. As vezes é difícil, dá-se a vontade de desistir, largar isso e aquilo, mas ai vem a voz, e diz três palavras, ou simplesmente vem e não diz nada, a voz diz o silêncio, e me acalma e me afaga e me amansa. Aí revejo tudo, por mais que não seja o que ela queria ter provocado em mim, é o que também causa. Penso que se a responsabilidade caiu sobre mim, não foi por acaso, foi por algum motivo, ou por eu ser apto e capaz de exercer o que a mim foi concedido. Encho-me dos sentimentos que mais dizem que tenho, por mais que muitas vezes me faltam, alegria e coragem, ergo a cabeça e sigo, titubeando pelo caminho obscuro, sem enxergar direito, mas seguindo, por instinto? É, pode ser que seja. Talvez o mesmo instinto que me faz levantar todo dia pra prosseguir durante os cinco dias úteis a mesma rotina, o instinto de "sobrevivência", de aspiração por um objetivo. Talvez também o mesmo instinto que vem me fazendo ouvir a mesma música repetidas vezes, apenas pelo fato dela lembrar-me de ti. O instinto de um antropofágico que queira tirar do homem aquilo que ele tem de bom, tirar de mim o que eu realmente tenho de bom e o que posso oferecer aos que habitam o meu redor sem medo e incerteza de que isso pode ser benéfico ou não. Quem sabe eu use esse instinto pra passar o domingo apenas sentado ao lado de minha querida mãe, recebendo e dando carinho, fazendo algo que quem sabe a dez anos eu não faça. Mas aí já se vai a ideia de mudar e ser sério, porque deixar de ser criança é deixar de apreciar da forma mais pura e sincera tudo que esta vida lhe proporciona, de maneira calma, suave, meio rouca e charmosa.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

"I'll be right beside you dear"


A vontade de me manter quieto torna ao momento que lhe toco. Não por falta de palavras, mas falta de maneiras de demonstrar o quanto és e o quão bem me faz. A angústia de sentir-se distante, e de te sentir distante, é repugnante, corroe, aperta, instiga e remoe. A impressão de não lhe fazer mais tão bem quanto antes, ou de que quando longe lhe faço mais feliz quando perto, de que quando com amigos é bem mais feliz, impressões ou verdades, seja lá o que for, não posso me importar, só tenho de ser eu mesmo, a todo instante, e não querer me mudar, porque se me querer vai me querer do jeito que sou, porque não há motivos pra mudar a essência, o que faz eu ser eu. Lutei tanta pra recuperar isso em você, e agora estou assim... Eu sei que posso, e sei que é apenas questão de tempo pra eu me dar conta e você poder ter certeza, que eu posso sim te fazer muito feliz. Que posso ver todo nosso amor estampado em inúmeros sorrisos, pois o que eu quero é você, só você só pra mim. Não posso te perder, não agora, você me faz feliz, como nunca ninguém me fez. Quero ser a "praga", que vai ter o privilégio de lhe ter, por quantos forem os meses, os anos, as vidas. Me dói saber que noutra vida não serei teu, é engraçado, isso, eu rio sozinho quando penso nisso, mas é legal. Você vicia tanto que os efeitos são incontroláveis, não se tem proporção. Dois meses que literalmente parecem anos. Não que pareça exagero, não, mas que parecem bem mais de apenas dois, isso parece. Quem diria que de um "mero tombo", um amor nasceria, e disso tudo eu te conquistaria, pra vir a ser aquele que em ti confiaria a permissão de deixar-se receber tudo aquilo que melhor posso proporcionar, o que tenho de valioso, que é o carinho, a atenção, o amor. Tantas foram as coisas que já aconteceram, talvez por isso tenha sido tão rápido, e tão intenso tudo. Nada acontece por acaso, o que for pra acontecer irá acontecer, se for pra parecer tão rápido assim algum motivo tem, e espero que seja o melhor para nós. Pretendo já tê-la tirado do buraco, e estar tapando-o, e preparando todo um jardim sobre ele, o jardim que espero ver florido com os melhores sentimentos que se pode ter e querer a alguém que se ama, pois se há uma coisa que me faz sorrir é o motivo pelo qual sorrio, é a felicidade de ter você. Obrigado pelos abraços, pelos beijos, pelos carinhos, pelas palavras, pelo silêncio, obrigado por ter deixado me fazer parte da tua vida, e fazer-se parte da minha, pois se realmente algo é válido pra mim nestes últimos meses, além dos amigos e da família é claro, foi poder ouvir de você, que me ama... um monte.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

*-*


Um laço se firmaria entre dez pessoas, que já acreditavam ter um laço, por mais mísero que fosse. Mal sabiam elas, que aquilo seria apenas o começo. O laço tende a firmar-se ainda mais, e em certos pontos ainda formar nós entre um e outro. Saber que existia um laço forte, como um laço de uma amizade de mais de dez anos é uma coisa, agora ter a certeza que esse laço existe a muito mais tempo, não, não foi um choque porque algo dizia que não seria tão "do nada". Aliás, uma das coisas que se pode ter certeza, é que "nada é do nada". Tudo tem seu por que. Seja um sonho, ou uma "praga", seja um pressentimento ou um simples olhar, um pensamento ou um mero sorrisinho que condiz ao, eu já te conhecia, eu já sabia. Nada paga o que cada um sentiu, nada paga o que cada um deu, ou retribuiu, nada paga um olhar e palavras sinceras. Nada paga um abraço carente, um abraço de medo, ou de desabafo, um abraço de confiança, ou de aposta, um abraço de amor, de amizade, de irmandade. Agora somos como cavalheiros de uma mesma irmandade, um por todos e todos por um, em qualquer circunstância. Expandindo-se e sincronizando, entrando na harmonia que se tem de ter. Deixando que as águas façam o trabalho de levar as impurezas de nosso ser para seus devidos lugares, sejam eles quais forem, bem longe de nós. No olhar puro de uma criança, ou no choro de um amigo, amado ou mais que simplesmente amigo e simplesmente amado, deu-se pra perceber o quão cada um é importante e o quão necessário foi termos nos unido, seja lá pra o que, por nada é que não foi. Firmes sempre, seja o desafio que for, passaremos juntos, sem desistir de nenhum, com Luz e Paz "pequenos" grandes 'in'.

terça-feira, 27 de abril de 2010


"E o que é que acalma a euforia pelo amanhã incerto."

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Mais um capítulo.


"As vezes os raios do sol ofuscam os olhos de maneira que não enxergamos nada a nossa frente. É quando à frente dos nossos olhos é tomada por uma sombra que nos protege da radiação e nos deixa ver toda a beleza que tem à nossa volta, e em instantes se está apto a agradecer a quem lhe fez ver tudo de uma maneira ainda melhor do que já via porém com dificuldades."

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Faz frio na varanda.








- Oi, trouxe cobertores... boa noite.