quarta-feira, 20 de outubro de 2010



- Uma sala escura, uma mesa, jogava-se poker, via-se apenas os copos, era whiskey, e algumas mãos, que percebia-se que quem ali estava usavam paletós, um cassino. Havia também charutos, cigarros, a fumaça também fazia com que se percebesse isso, dava pra perceber levemente uma porta, de madeira, mas era a sensação de ter, não de ver.

- Agora, volte.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Utopia


- Era estranho, me via com o cabelo até curto, jogado, barba grande, mal feita, cigarros, whiskey (puro), alguns livros, uma sala escura com apenas a luz do céu nublado, algum andar acima do 10º, uma garoa fina. Um vídeo game, mais um vício e a janela, a qual a via cuidadosamente escondido - a paisana, entrar no prédio com aquele guarda-chuva. A ansiedade era o único sentimento que perdurava 24 horas, o amor as vezes vinha a se esconder. Nas poucas horas fora de casa, o trajeto era o mesmo, trabalho casa, passando pelos mesmos pontos, saindo com o mesmo pé e entrando com o mesmo, superstição?! Algumas pessoas diferentes, mas o mesmo floricultor, que me vendia a mesma dúzia de rosas, que não cessavam de preencher a mesa de jantar, que assim como eu, esperavam ansiosas a campainha tocar e aquele "oi" cativante tomar conta da acústica do apartamento imundo, antes que fossem recolhidas murchas ao fim da noite, e tomassem o mesmo rumo das demais.

[...]

- Bom dia amor, já fez a janta?

Tu és grande.


Há uns quatro anos atrás, vivia no clube, intercalava entre futebol e piscina e assim ia o dia inteiro praticamente. Nos últimos, praticamente um "preso em regime semi-aberto" pouco fiz disso, o que julgava ser, vejo hoje que não era tanto assim, explicação, é talvez regredindo se ache a verdadeira solução do por que. Agora me achei, era o que me faltava, o que precisava, algumas horas de alguns dias, todos os assuntos, confiança, felicidade, amor. Logo num ano assim, de decisões, que está na sua reta final. Quando paro e penso, faltam alguns meses e tudo isso se foi, o chão se abre. Todo o conforto, o carinho, o afeto dos pais, de amigos, a praticidade, o "algumas quadras", tudo, se vai. Mas é ao mesmo tempo tão longe, nada se tem visto, apartamento nem nada, apenas planos, algumas imaginações que não acrescentam nada e a incógnita de como vai ser, do que fazer, como fazer. A vida dá um susto e te aponta uma direção, vai de você continuar o caminho assustado, ou se acalmar e seguir o caminho tranquilo porém atento, tropeços sim, quedas não. A queda pode te gerar alguns hematomas e isso enfraqueceria, e é preciso ser forte, parecer forte, não se deixar abalar. Levanta, ergue a cabeça, tu és grande, rapaz.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010









Com aquele riso na imensidão, é o teu suspiro que me afoga e me faz perder os sentidos, aqueles mesmos que me fizeram chegar até você.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Um esforço.







Fazia algum tempo que não postava, o tempo já se esgotava antes mesmo de pensar em escrever algo. Mas confesso, me faltavam palavras vezenquando. Mas creio que voltarei a postar, quase ninguém vê também, mas nem ligo, não escrevo para os outros, escrevo pra mim. Então... é isso aí.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

talvez com começo, mas sem ...


"as nossas chaves abrirão a mesma porta" (Sara)

#7


Há quase oito meses vivia na ansiedade de "vê-la" descendo as escadas que trariam você até mim, hoje tento arrancar os degraus para que você não corra o risco de subi-los novamente. Eu sei que já tenho um espaço na tua história, tem um pouquinho de Jefe, dentro de você, talvez não o melhor de mim, mas um pouco da chatice.