quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Quase lá


Hoje eu acordei feliz, mas com uma vazio. O dia de quarta-feira, dia decisivo pro meu time de coração, é o clima era de emoção e expectativa. Esta, cresceu, veio com tudo, nunca escondi que adoro, amo crianças, ainda mais as menores, bebezinhas, e as fotos me deixam com cara de bobo, ao som de um bom e velho Legião sentimentos vieram, estonteantes, não sabia se felizes ou tristes, mas vieram, e embalados por todo o clima de ansiedade e comoção. Com o passar dos minutos, fui sendo movido à culpa e caí na real, que podem ser os últimos dias. "O Sol é um só, mas quem sabe são duas manhãs", e quem sabe os mesmos, já que o sentimento é um só, "nada é fácil nada é certo". Não sei porque mas o doutor sempre me deixa bem, não que eu vá e deixe "algo" com ele, não, até porque não sinto ter estado carregado hoje, mas pela conversa, e ele me passa tranquilidade, não tinha nada, de doença, física, aparentemente, mas a conversa foi boa, é, ele é como um psicólogo mesmo, e o impressionante, é que o remédio caiu como uma luva com tudo o que eu falei, as paradas de injustiça, ansiedade e intolerância, dentre algumas outras. Alguns encontros que não esperava que fosse ver tão cedo e que hesitei por um momento como se não tivesse percebido e foi tão legal, nunca escondi que sempre gostei dela, até porque meus irmãos já passaram pelas tantas explicações dela, e é a mãe de um grande amigo. A graça do ar da noite me deixa bem, acho que deveria voltar a correr, ao entardecer, o engraçado é que as vezes a vontade e de ter alguém junto, as vezes é sozinho e fim. Essa sensação de uma meia guerra, meio algo, meio outro. Talvez a guerra seja boa, a forma mais rápida de higienização de pensamentos, no meu caso. Morre o que tem de morrer e deixa viver o que é forte e imbatível, talvez eu tivesse de investir mais nisso, mas e se eu não aguentar e o mais da metade de mim não valer, cair num buraco onde quem irá me tirar? Algumas perguntas intrigam, talvez seja essa a hora de encerrar por aqui, é assim mesmo, pela metade, aí a indecisão permanece, e se estabelece numa irregularidade, que ainda é o agora, mas não será por muito tempo, estou progredindo, estou chegando, meio longe, mas... quase lá.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010


Existe muita semelhança entre nós e as borboletas, mas do que se imagina, sabia? Elas não só possuem vida, espírito, sentimentos, elas possuem significados, como nós. Elas podem estar dentro de nós, na barriga, muitas vezes, quando um sentimento aflora, ou no pensamento quando tudo se vai, e o pensamento voa. Nós nos transformamos, pela metaformose "borboletariana", quase que simultaneamente ao sentir as borboletas dentro de nosso corpo. Poderia ser assimilada a um sentimento, ou até mesmo tornar-se o símbolo dele, porque não a borboleta do amor, se este nos faz sentir como que se estivéssemos com borboletas por dentro, além de nos transformar por completo de forma a nos dar asas, e voarmos nos pensamentos, e sonhos... é, o amor é como uma borboleta, além de tudo isso, é lindo.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Então vem e me abraça

Havia uma vez um senhor que me dizia que o amor era uma dose diária de felicidade, porém sem dosagem. Poderia ser ingerida em grandes ou pequenas quantidades, dependia do decorrer do dia. Hoje, pode-se dizer que tomei aos pouquinhos, a felicidade mostrou-se ausente em um bom trecho do dia, mas a dose única de felicidade que só eu tenho, fez voltar a sorrir aquele que acreditava que já havia amado. Besteira, amor é a sensação de estar com muita coisa dentro de si, mas não saber o que, apenas ter a certeza de que possui muita coisa pra compartilhar, com a incerteza do que oferecer em dado instante. Amor é amar a pessoa da forma que ela é, do jeito que ela é, sem impor condições, é o simples amar naturalmente, ambicionando absorver todas aquelas tantas qualidades. É sentir o abraço puro e perfeito encaixando-se como um quebra-cabeça, é ver nos olhos o verdadeiro sentimento se esbanjar no cair de uma lágrima, pois se elas caem, é porque já não lhe convém mais segurar pra si. Então vem e me abraça.

sábado, 6 de novembro de 2010

#9





Às vezes
no silêncio
da noite.
Eu fico
imaginando
nós dois.
Eu fico
ali sonhando
acordado.
Juntando
o antes,
o agora
e o depois.

sei lá o que deve ter aqui dentro, mas tem de monte


Amo tanto você... e não to falando da boca pra fora... é verdade. Nunca foi assim, é diferente. Acho que sinto as ditas borboletas quando te vejo principalmente quando ri pra mim... morro de ciúmes por dentro mesmo sabendo q é coisa desnecessária, besta,mas é aquele ciuminho de amor bobo. Ah como eu queria ter a certeza do amanhã e saber que a gente vai dividir o mesmo cobertor, que vou dividir meu guarda roupa contigo e ver minhas roupas no teu corpo. A realidade pode ser mais fácil que um sonho, mas o otimismo ainda é superado pela realidade, que é uma faixa e o veta.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O último andar

No último andar é mais bonito:
do último andar se vê o mar.
É lá que eu quero morar.

O último andar é muito longe:
custa-se muito a chegar.
Mas é lá que eu quero morar:

(...)

De lá se avista o mundo inteiro:
tudo parece perto, no ar.
É lá que eu quero morar:

no último andar.


(Cecilia Meireles)
O mistério das coisas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao Sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o Sol
E a pensar muitas coisas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o Sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do Sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do Sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.

(Alberto Caeiro)