segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Sorriso


Bons tempos quando as conversas eram de indiretas, de ambas as partes e o coração saltava tanto quanto, se não mais que agora, ao perceber que você talvez sentiria o mesmo que eu. O teu sorriso já me bastava, não que agora não basta, mas é que agora eu tenho mais do que ele, e antes, ele era o motivo pelo qual eu ainda lutava por você, mesmo sem muita força, mesmo quase no chão algumas vezes, ele era a minha luz quando achava que estava tudo escuro.

Saudades sentem todos, uns mais outros menos, mas que pega pega.

Naquele silêncio, naquela angústia, uma única música era o que eu queria.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011


"Eu me preocupava bastante com o que queria ser quando crescesse
Quanto ganharia ou se me tornaria alguém importante
Às vezes as coisas que você mais quer, não acontecem
E às vezes, as coisas que jamais esperaria, acontecem.
[...]
Você encontra milhares de pessoas e nenhuma delas te toca
E então encontra uma pessoa e sua vida muda...
Para sempre"

[Love and other drugs]

domingo, 6 de fevereiro de 2011

#11


E no desenrolar dos dias, sentirei falta daquele lindo sorriso, das palavras dirigidas diretamente a mim com todo aquele amor suspirante que elas expressam. Aquele cheirinho da pele que encanta. Os trejeitos e as manhas, as caras e as bocas, as manias, os costumes. Tudo guardado em mim e permanecerá até quando tenha de se manter e se for pra ser esquecido, que seja com muito amor e carinho, ou seja, da mesma forma que ficou gravado... impregnado.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

No silêncio

Aquele silêncio mútuo e o pensamento longe, sem ao certo ser algo real. A imagem gravada em todos os órgãos vitais, a dominar todo o ser e a piedade clama por vitória, porque o amargor da solidão assusta. O coração já se exime da responsabilidade de ter de esbanjar o amor próprio para saciar a vontade de um outro amor, pois esse é suficiente. Doloroso seria ter de recomeçar, mesmo o recomeço sendo preciso e saudável, que seja um recomeço, mas não do começo, quem sabe do meio. Um recomeço de uma nova maneira de viver aquele sentimento, de certa forma, estúpido, que tanto preenche e tanto assusta, que trás consigo aquele perigo de ter como álibe a solidão que insiste em vir junto, mesmo não sendo tão bem vinda. E junto ainda, aquela que a solidão carrega, a saudade, que ousa em cutucar e penetrar no mais interior do ser e resgatar aquelas sensações já esquecidas, e como reação desse resgate de emoções vem o elemento responsável que escorre pela pele que antes encostava a dela e sentia o calor e que agora é o pouso das lágrimas, que trazem a tona aquele sentimentalismo emocional que já havia sido acalmado e que a flor da pele regozija o corpo físico, pois o emocional já estara abalado. E se faça ser o que tem de ser, pois aqui dentro ainda sou tão você.

Romeo And Juliet


"A love struck Romeo, sings the streets a serenade,
Laying everybody low, with a love song that he made
Finds a street light, steps out of the shade
Says something like, 'You and me babe, how about it?'
[...]
I can't do the talks, like they talk on the TV
And I can't do a love song, like the way it's meant to be
I can't do everything, but I'll do anything for you
I can't do anything 'cept be in love with you

And all I do is miss you and the way we used to be
All I do is keep the beat, and bad company
And all I do is kiss you, through the bars of a rhyme
Juliet I'd do the stars with you, anytime"
[...]
(Dire Straits - "Romeo and Juliet")