domingo, 27 de dezembro de 2009

Amar pra se viver.


Vida. A designação de vida no dicionário é "período de tempo que decorre desde o nascimento até a morte". Prefiro ser um pouco mais radical, e dizer que vida, é o período de tempo em que nosso coração ama, pois se não amarmos não há motivos para se viver. Só aprendemos a viver, quando damos valor, não só a nós mesmos, mas a família, é quando olhamos para nossos pais e irmãos e vemos neles um espelho, olhamos neles e vemos que somos reflexos deles, e que eles devem ser nossos modelos, olhar e tê-los como super-heróis, que estarão sempre prontos a te salvar diante de qualquer circunstância. Rir, chorar, gargalhar juntos, de bobeiras, e piadas infames, que do nosso tolo cérebro saem. Irmãos que você sabe que pode conversar sobre tudo, e que por mais que te repreendam em algumas coisas, você sabe que é pro teu bem, ou por receio deles, ou por terem passado por uma situação parecida. Pais que não te cobram nada mais que respeito, carinho e "disciplina", de certo modo, para que se tenha conduta e sucesso, na vida pessoal e profissional, para que seja realmente um cidadão de respeito. Essa é minha família, que junta os "Dias Martins", luso-espanhóis virados "numa casqueira" e os italianos "Mottin", que quando junta tudo Santo Dio salvi tutti noi. E pra piorar, a irmã ainda se junta com um vivente mais palhaço que nós todos. Se juntar todos mas nem as crianças se salvam. Pra quem pensa que eu sou palhaço, é porque não conhecem a família se não saberiam porque que sou assim. É a família que jamais trocaria. São os pais e os irmãos que jamais trocaria. Os melhores abraços, os melhores conselhos, as melhores risadas, os melhores momentos. Quem que tem um irmão que brinca contigo de SOS Comandos, você com 5 anos de idade, ele com 17, ouvindo "Fear Of The Dark"? Um pai que te chama de "cara chato", te põe do lado do sofá e noia contigo ouvindo Pink Floyd? Uma mãe que te dá colo e quase pira até que você conte com quem ficou na "baladinha"? Uma mãe que passa a noite em claro, se preciso, porque você saiu e ainda não chegou? Uma irmã que não se cansa de pedir, quem é o xarope da casa, e até você não responder que é você, ela não pára? Ou que se irrita quando vai abraçá-la pela 5 vez em menos de 5 minutos?
Uma família assim, poucos tem, ache o que quiser, mas sou um dos poucos, e um dos poucos felizes, seja por ela ser assim, ou por eu ter o privilégio de tê-los, pois eles jamais, deixarei de amar, pois é por mim que eles vivem, e por eles que eu vivo. Pois sei que a eles amarei pra sempre, e que por eles meu coração sempre baterá, e motivos não faltarão para eu continuar vivendo e amando, até que encontre alguém que ame, e que me ame, e os filhos que hão de vir, sejam amados e amem, como eu os amarei.

Nenhum comentário:

Postar um comentário