
Vem, vem comigo, ser feliz sem olhar pra trás, sem olhar pra frente, apenas feche os olhos e sinta, todo o amor que eu tenho pra te dar. O sol já não trás o calor necessário, o frio já toma conta. Na noite, fria, a saudade era quem batia, e apunhalava o peito num sentimento profundo e intenso, com umas pitadas de tristezas passadas. Palavras escritas, que atenuavam a saudade mas ao mesmo tempo a aguçava ainda mais. Inquieto, pode ser uma das palavras que me definiam no momento, a vontade de largar tudo e ir correndo, tomava conta, a lembrança do teu sorriso, do teu riso, as palavras que escritas foram por você, era o que me bastava, era o que bastava pra saudade, tomar conta totalmente, e eu me por a correr no friozinho da noite as onze horas e vinte e três minutos do dia cinco de abril. O vento frio que me batia na cara me livrava da tristeza que antes passara, por motivos que não me cabem, não tenho nada a ver, mas tinha a tristeza, que passava enquanto correndo e com frio minha cabeça só tinha o trabalho de resgatar as tuas imagens, as nossas, e a tua reação me bastou, a tua corridinha até o portão, e tua cara de criançona foram o suficiente pra eu me apaixonar por você de novo, ontem. Pra mim ter a certeza que realmente não foi a toa que larguei tudo e fui correndo, porque os teus olhos, ah! eles me disseram tudo o que eu precisava. "Você tem meu coração a bater pra você mais uma canção", a nossa canção, que você canta, claro, rs. E a música não para, não pode parar, eu danço no ritmo dela, nós dançamos, toma a minha mão, segure, e venha, venha pro meio do salão, me conceda a dança, a dança do amor, deixa a leveza fluir, o calor nosso sentir, e não querer que a música pare, nunca mais...
"ninguém dirá que é tarde mais... do nosso amor a gente é quem sabe, pequena".
e quem além de você?
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