domingo, 15 de agosto de 2010

sorriso.


Não lembro se vi, ouvi ou li, que quando se quer carinho, tem que dar, e em dobro. Dar sem querer ter de volta, sem querer receber, até porque muitas vezes não haverá retorno. Mas se dá, voluntariamente, pois é quando menos se espera, que se recebe. Não sei se pelo fato de ter sido ignorado sem perceber, e sem querer por mais de uma vez, que to infelizmente, começando a acostumar. Não que seja algo pra se acostumar, mas, tá, não digo que não ligo, porque ligo, e muito, mas passa depois de uns goles e risos. Ver-te a uns metros e ser olhado mas não visto, como um fulano de tal, e receber o sorrisinho que antes eu recebia, foi bom, mas dolorido em partes. Por momentos, não todos, queria o "beijinho", mas fiquei na ânsia de tê-lo. Fiquei bem. Sei que passo por isso todos os dias. Pois em todos, os quero, mas não os tenho, mas te vendo ali perto, me aguça mais. Ou ter que pedir licença pelo teu nome, porque não me via querendo passar, e nem reparou que o mencionei. Em volta de uma mesa de sinuca, a jogar poker, senti novamente a falta da presença, as respectivas ao lado dos seus, e eu nem um sussurro de "tongo". Mas me enchi de você, quando encontrei o teu olhar e te vi sorrir, mesmo sendo um fechado, senti que era realmente pra mim, Jeferson. É, e eu te conheço sim, o suficiente, ou pouco mais já. Teu sorriso, já não me mente mais.

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