
Um amor de anedotas, um amor assim fácil. Imprudente, sadio.
Um amor confiável de eras e beiras, de acertos e borrões. Um amor de novela.
Um amor daqueles que monta um enorme quebra-cabeças numa tarde ensolarada, não num dia chuvoso, porque é um amor em que o tempo não interfere nas vontades.
Um amor que faça o frio da madrugada, esquentar os pés e dividir a coberta.
Um amor que se faz por si só. Imperfeito, pois se perfeito seria desnecessário, pois nada se aprenderia com o outro, pois seria perfeito, inútil pois.
Um amor de histórias, de vontades não completas, de desejos.
Um amor viciante. Baseado nas condutas mais impróprias e próprias do amor.
Um amor clássico, de se abrir a porta do carro, de flores, de jantar a luz de velas.
Um amor de piquenique.
Um amor de risos e sorrisos, sinceros, como as gargalhadas de uma criança quando recebe cócegas na barriga.
Um amor quieto, pálido, simples. De olhares, ou não. Aqueles de borboletas no estômago.
Um amor que enche e preenche e basta!
Um amor... e só, e só.
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