domingo, 8 de maio de 2011

Um amor


Um amor de anedotas, um amor assim fácil. Imprudente, sadio.
Um amor confiável de eras e beiras, de acertos e borrões. Um amor de novela.
Um amor daqueles que monta um enorme quebra-cabeças numa tarde ensolarada, não num dia chuvoso, porque é um amor em que o tempo não interfere nas vontades.
Um amor que faça o frio da madrugada, esquentar os pés e dividir a coberta.
Um amor que se faz por si só. Imperfeito, pois se perfeito seria desnecessário, pois nada se aprenderia com o outro, pois seria perfeito, inútil pois.
Um amor de histórias, de vontades não completas, de desejos.
Um amor viciante. Baseado nas condutas mais impróprias e próprias do amor.
Um amor clássico, de se abrir a porta do carro, de flores, de jantar a luz de velas.
Um amor de piquenique.
Um amor de risos e sorrisos, sinceros, como as gargalhadas de uma criança quando recebe cócegas na barriga.
Um amor quieto, pálido, simples. De olhares, ou não. Aqueles de borboletas no estômago.
Um amor que enche e preenche e basta!
Um amor... e só, e só.

zanga


Agimos tantas vezes de formas desnecessárias, de maneiras imprudentes, sem pensar. Deixamos com que a emoção tome conta do sistema nervoso e que os impulsos se sobressaiam sobre qualquer tipo de racionalidade. Aí vem o pecado. Palavras trocadas sem quaiquer tipo de carinho afeto e um egoísmo mútuo, de todos os lados. Aquilo tudo que é criado por inveja, mau-olhado, repulsão... por tantos e que não nos afeta, é propriamente criado no próprio vínculo afetivo, no próprio laço. Não que seja algo extraordinário, ou sinal de algo que está para vir, não. Isso acontece com todos, sem excessão, o erro de por a emoção à frente da razão. E isso é importante, agirmos com o coração e não só como seres racionais, lidar com o poder do sentimento é muito mais racional que o que é tido como certo. É horrível sentir-se longe, talvez tudo passe, espero, talvez fique por um tempo, espero que não muito.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

#1.2


Tantos meses se passaram desde aquela tarde de sábado.
Aquele pedido que tanto passava pela cabeça durante meses atrás, quando nem era tão notado assim. Aquele pedido que hoje é tido, muitas vezes, como "brega".
É, já conclui que sou brega, talvez de uma geração passada, que pensa sim, em abrir a porta, ou manda flores, num dia qualquer (ainda farei, aguarde...).
A mesma ansiedade, a mesma brisa, ainda passa por dentro de mim, arrepiando-me por inteiro, ao ter na mente, o calor daquele abraço e a lembrança do sincero sorriso seguido de um longo e suavo "sim".
As pálpebras encheram-se pois, de água, lágrimas no caso, que permaneceram ali, estancadas lutando pra não cair.
A chamada felicidade incandescente, que transmutara, ligeiramente o arrepio em calor, e sobre aos lábios que tocaram aqueles que por tanto foram sonhados e enfim, consumou-se o desejo de tê-la como minha namorada.
Assim como você sinto-me seguro, mas por saber como é um bom tempo de namoro, e que se não bem encaminhado, tudo vai por água a baixo, tem-se de cultivar algumas coisas básicas, e assim temos feito.
Feliz por saber reconhecer meus erros de antes e pensar bem antes e não mais cometê-los.
Fotos, lembranças, o parar, fechar os olhos e relembrar as cenas, me faz reviver sentimentos que me enchem de adrenalina e aquela incerteza gostosa misturada com ansiedade e desejos, vontades.
Que possamos ter no decorrer dos meses os risos não parem de aparecer a cada palavra de carinho trocada e que as bochechas aguentem a "dor" dos sorrisos constantes.
Que os olhos encham-se de brilho a cada roupinha ou foto de pequenos e que flutuem nossos pensamentos, juntos.
Que todo esse tempo esteja sendo especial e que prevaleça o pensamento de que independente do que já se passou, nunca nem chegou perto de ser o que tem sido e o quanto você me faz bem, meu bem.
Que felicidades foram compartilhadas, mas sinceras assim, não, não mesmo, morena. Parabéns e não esqueça, eu a amo, muito.

domingo, 1 de maio de 2011

Saudade


... é aquele sentimento que vem por um simples aroma e nos entorpece.

sábado, 30 de abril de 2011






Quando as lembranças vem pela mente
ainda consigo ter controle, mas
quando por meio de alguma essência,
é algo físico, fica impregnado
e lembranças é inevitável,
é preciso ser sádico,
frio e engolir a esmo.

Mudanças (de mundos)


Existem algumas ideologias de pensamento positivo que estou pensando seriamente em descartar. Não por descrença, mas por deixar de lado o pensamento e por em ação a positividade, o "fazer valer". Decidi mudar os hábitos (quase todos) totalmente. Levantar mais cedo, criar um propósito, não diário, mas por um período; voltar a praticar algum esporte, que seja correr, me alimentar regularmente e estudar o básico ao menos. Criar uma espécie de mundo próprio, me por nele sem saber em que posição e deixar para avaliar isso no fim, se serei o dono da fantasia toda, ou vítima dessa ilusão. Criar situações momentâneas, que sejam capazes de impor as limitações como parte da história desse mundo, como fazia quando menor, quando não conseguia dormir e fingia estar em uma guerra, rodeava-me de travesseiros que eram a minha "base" e as cobertas que cobriam-me por inteiro a camuflagem, tinha de fazer silêncio para nao ser "descoberto", assim, no escuro, e me sentindo protegido por minha própria mente, adormecia. Os medos de agora, não são alucinações, nem somente o escuro, poderia ser assosciado a ele, pois tenho sim, o medo do desconhecido, que agora é real, são medos concretos, de resultados... a própria pressão interna e externa se igualam, e "ebuliciono" emoções. Nessa hora deve entrar em ação de novo, o "meu mundo", como se estivesse eu em uma missão, tivesse a rotina diária pela frente, o positivismo de tudo dar certo e a sensação de falta, a carência e a distância ser realmente precisa, como um castigo, ou talvez por consequência por eu estar em uma "missão" e precisar estar longe "meu lar". Esse será o meu mundo!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Conversa com uma tartaruga


- "Que saudade dela né?! Ela faz muita falta... é eu sei, eu sei que pra você também ela faz, mas então, se pra você já faz, imagina pra mim, consegue? Nunca mais te passei o perfume dela né?! É bom, eu sei, eu o adoro, mas se eu passar dará mais saudades... e ficar imaginando e tentando sentí-la ajuda, mas não muito e as vezes só piora. Ai ai. Vem cá vem, vou te cobrir, bem bonitinha e vamos acordar melhores."